segunda-feira, 11 de março de 2019

Amor próprio

Todo mundo fala de amor próprio. Se escuta em cada esquina, nas rodas de conversas, naquela sua amiga cheia de auto estima. 
Procura também nos livros, e nas redes sociais. Não acha. Nada se encaixa.
Você se olha no espelho, na caça desse tal amor, não encontra e bate aquele desespero.
Passa a investigar na pessoas, na profissão, no seu cachorro, no passarinho que passou e no final: cadê o seu amor? 
Aí você se fecha num mundo turvo, escuro, colocando a culpa em tudo. 
Na verdade está dentro de si
Vem o fundo do poço, o choro. 
Acorda com os cabelos emaranhados, a pele amassada, a auto-estima desvatada. Volta a se olhar no espelho. Cai uma lágrima, duas, três, vem a tempestade de choro inconsolável. Você não entende, o porquê de tudo ser incontrolável, não compreende, se sente violável.
A resposta está na sua cara,  na frente do espelho.
Você não quer acreditar, mas as soluções estiveram sempre dentro de si. 
Aí começa a nascer:
o amadurecimento, 
crescimento. 
O amor próprio estampa na sua cara. Caiu a sua máscara. Percebe que para amar alguém, você tem que cuidar de si também, na mesma intensidade, com sua própria afinidade. 
Absorve que você tem que está sempre em primeiro lugar, sem se auto-julgar.
A ficha cai, sua profissão era o reflexo de como se cuidava. Dura realidade.
Pronto! Antes tarde do que nunca. 
Aprendendo a se amar intensamente, sem máscaras e deliberadamente, sem floreios. Agora é você consigo mesma. 
Quando esse amor entra, cresce uma energia inabalável, tudo começa a conspirar do jeito que você merece. Tudo bem, se hoje não deu certo. 
Seu amor próprio está bem ali dizendo: “relaxa, você é demais”.  
Eu te digo: conheci esse amor tem pouco tempo, e é sensacional. 

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