Naquele dia acordei decidida. Era a hora de fechar o nosso ciclo, e seguir com a vida. Enrolei em casa, me atrasei, e cheguei. Te vi lá sentado. Eu sorri, você sorriu meio sem graça. Me aproximei, e nos abraçamos. Foram segundos longos e intensos. Você me beijou no pescoço, me arrepiei toda. Senti um energia surreal. Meu corpo se aproximou ainda mais do seu. Naquele instante a minha certeza virou dúvida. Eu só tinha desejos ardentes.
Nos afastamos, sentamos, conversamos algumas palavras e entramos na sala. Eu estava nervosa, percebi que você também. Lemos o documento, e eu te perguntei se você queria mesmo assinar, e você me chamou para ir embora.
Saímos de lá, a gente não se conteve, e nos beijamos. Que beijo! Que sensação boa! De lá paramos deitados na cama suados e molhados. No seu peito percebi o quão segura me sinto, o quanto a nossa química é perfeita, e como nós dois juntos somos únicos e especiais. Conversamos, desabafamos, fomos companheiro um do outro. Ali entendi o porquê da gente nunca ter assinado o documento.
Mas nem tudo é como a gente quer, talvez foi tudo uma ilusão sentida sozinha.
Preciso sentir novamente a certeza daquele dia, para não ter dúvidas. Dessa vez, talvez seja melhor não te encontrar, para não ser seduzida pelo beijo no pescoço. Quem sabe resolvendo isso sozinha o ciclo definitivamente se fecha. Não é o eu quero, mas...
Por Mara Diniz
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