quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Teoria da Conspiração

Dois mil e dezoito foi o ano eleitoral 
Está acabando mal
Familiares brigaram entre si
Amigos desfizeram a amizade
A “família tradicional” se vestiu de verde amarelo
O vermelho bem que tentou
O brasileiro não deixou
Alguns votaram com livro na mão
A arma não é a solução
O ex-capitão foi eleito
O general não está satisfeito
Agora ele é vice
Alguns ainda lembram das suas falas de tolice
Suas promessas diziam quinze ministérios
O eleito já indicou vinte sem mistério
Sendo cinco militares
Agora pasme:
Desde a ditadura não havia tanto militar
No Brasil para governar
Ninguém irá vigiar o empregador
A escravidão voltará ao trabalhador?
Mas cirurgia vem aí
Seria novo golpe a distrair?
General ludibria com doces palavras
A encantar a massa
O receio da tirania cresce
A outra parte não esmorece 
Medo é um sentimento constante
A luta vai ser incessante!


Por Mara Diniz

domingo, 25 de novembro de 2018

Grande Amor

Ele é o cara
Dizem que abriu o mar vermelho 
Foi o libertador dos hebreus
Graças a Deus
Eu também tenho um Moisés
Que presente!
Um apaixonado botafoguense
Anti-flamenguista de nascença
Jipeiro convicto 
Político desde sempre
Ele é tão lindo
Tão justo
Tão ético
Herança do seu nome
Ensinamentos dos meu avós
Hoje é o amor da minha mãe
Avô dos meus sobrinhos 
Pai das minhas irmãs
Meu grande amor

Ele é o meu pai. 



Por Mara Diniz

sábado, 24 de novembro de 2018

O reencontro

Naquele dia acordei decidida. Era a hora de fechar o nosso ciclo, e seguir com a vida. Enrolei em casa, me atrasei, e cheguei. Te vi lá sentado. Eu sorri, você sorriu meio sem graça. Me aproximei, e nos abraçamos. Foram segundos longos e intensos. Você me beijou no pescoço, me arrepiei toda. Senti um energia surreal. Meu corpo se aproximou ainda mais do seu. Naquele instante a minha certeza virou dúvida. Eu só tinha desejos ardentes. 
Nos afastamos, sentamos, conversamos algumas palavras e entramos na sala. Eu estava nervosa, percebi que você também. Lemos o documento, e eu te perguntei se você queria mesmo assinar, e você me chamou para ir embora. 
Saímos de lá, a gente não se conteve, e nos beijamos. Que beijo! Que sensação boa! De lá paramos deitados na cama suados e molhados. No seu peito percebi o quão segura me sinto, o quanto a nossa química é perfeita, e como nós dois juntos somos únicos e especiais. Conversamos, desabafamos, fomos companheiro um do outro. Ali entendi o porquê da gente nunca ter assinado o documento. 
Mas nem tudo é como a gente quer, talvez foi tudo uma ilusão sentida sozinha.
Preciso sentir novamente a certeza daquele dia, para não ter dúvidas. Dessa vez, talvez seja melhor não te encontrar, para não ser seduzida pelo beijo no pescoço. Quem sabe resolvendo isso sozinha o ciclo definitivamente se fecha. Não é o eu quero, mas...


Por Mara Diniz

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Acordei

Aí você acorda
Nem tudo parece como é 
O mundo é turvo
Esfumaçado 
Descompensado
A culpa não é do outro
É sua!
Um gole de uísque 
Um trago
Palavras engasgadas
Ventiladas a qualquer maneira
Raiva dominante
Silêncio inebriante 
É sufocante
Decepcionante 
Fecha porta!
Joguei a chave fora
Chega de ilusão 
Outro gole
Outro trago
Não preciso de abraço
Preciso me amar
Não confiar
Me encontrar 
Amanhã?

Ufa, será outro dia.



Por Mara Diniz

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

A Partida

Oh, saudades
Eu só queria ver
Dar aquele abraço 
Sussurrar no ouvido
Dizer baixinho:
Quero você!
Novamente não foi dessa vez,
Nem terá outra vez!
Desistir é a palavra de vez
Muita vezes eu repeti,
Disse e falei
Ninguém escuta
Imagina você
Não me importo
Nunca me imaginei agir 
Ainda mais partir
Mas eu cansei
Você vai até se arrepender
Eu vou apenas ter cansado
Faz parte
Um hora a gente cansa,
Eu cansei de vez.



Por Mara Diniz

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Diamantina

Foram alguns quilômetros 
Cruzei com alguns pássaros
Dei tchau para os amigos
Falei com desconhecidos
Cai de um lado
Tropecei no outro
A parceria não teve sintonia
E eu?
Eu corri...
Corri por mim
Corri por ela!
Mas e eu?
Tive uns ralados aqui,
Aprendizados ali
Não enamorei a linda Chapada
Perdi a visão do brilho da Diamantina 
Nem tudo é
Talvez nem era pra ser
Hoje?
Estou feliz

Vale a pena correr.



Por Mara Diniz

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Rotina do dia

Bom dia, felicidade
Bem vinda na sua sagacidade
Alegria no seu toque
Sensível ao beijo
Intenso desejo
Boa tarde com abraços
Sentimentos entrelaçados
Envolvimento latente
Carência displicente 
Noite rente
Corpos emparelhados
Suados e encharcados
Seria a chuva que cai?
Não
Boa noite, felicidade


Por Mara Diniz

terça-feira, 13 de novembro de 2018

Treze

Treze é o número
Os Pedros nasceram
Nasceu Pedro Jamal
Nasceu Pedro Lima
Ou seria Nunes
Ah, eu prefiro Lima
Sei lá, gosto de Lima
Lembra limão 
Lembra do meu suco preferido
Lembra que eu já amei tanto
Pedro, designação que me cerca
Nome forte 
Do francês Piers
Poderia ser Petrus
Poderia ser amoor
Poderia ser amoor meu
Hoje é Pedro
Filho para Bina 
Pedrinho para os amigos
Ou seria Pedrão para os publicitários
Pedro é da resenha,
Amigo fiel
Às vezes explosivo
Muito impaciente
Carinhoso
(sorte de quem recebe)
Profissional exemplar 
(há quem não entende)
Esse é o Pedro
Desde 1987
Alegra e encanta
Às vezes desencanta
Ninguém é perfeito 
Mas deixa pra lá...
Hoje é treze 
Feliz aniversário
31 vezes parabéns. 


Por Mara Marques