quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Dois mil e dezoito

Dois mil e dezoito veio cheio de expectativas. Passaram os meses e tornou-se o ano da aprendizagem. Aprendi que coisa boa, projetos, planos, não se sai falando por aí. Aprendi também a meditar e auto-conhecer. Vou te falar: é difícil aprender, às vezes dói. 
Em dois mil dezoito eu corri muito no início, machuquei no meio, e parei no final. Pois é, vida de atleta tem disso, já dizia uma pessoa. 
Em dois mil e dezoito, eu fiz novos amigos, perdi antiga amizade e fiz as pazes depois. Perdi também a eleição.
Dois mil e dezoito ficou para trás juntamente com o meu cigarro - dessa vez sem voltas e recaídas. Deixei também as pessoas negativas e o sonho de ser hexa. 
Foi em dois mil dezoito que definitivamente tirei aquele calçado que me fazia tanto calos. Não sei o que foi mais dolorido: tentar continuar calçada com aquele sapato que já me fez tão bem e hoje só dá calos, ou tentar andar descalça? 
Encerrar ciclos não é fácil, e eu fechei a porta. Não quero mais abrir, nem sei onde coloquei a chave. Foram dias bem difíceis, muitas lágrimas caíram, muita reflexão ventilada. No final foi tudo crescimento e amadurecimento pessoal, sorte do meu próximo “calçado”. rs
Dois mil e dezoito foi tempestade e luz. 
Choro e alegria. 
Foi intenso e calmaria. 
Gratidão por tudo vivido.
E dois mil e dezenove?
Meta: ser absurdamente feliz!

Hahahahaha (leia-se uma risada longa, alta, daquele meu jeito de ser). 

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Conexão deles

Ela perdida nas emoções 
Ele sentiu?
Alguns sonhos surgiram
Será?
Ainda existe aquela conexão?
Uma afinidade que não se dissipou
Nem com a assinatura do papel acabou
Ela está bem?
Ainda não. Ainda.
E ele?
Ele só está em busca da sua felicidade
Ela até entende
Mas não compreende
Eles estão tão contraditórios
Ela não consegue sorrir vendo a alegria dele
Puro egoísmo dela
Ela sabe
Só que agora ela precisa ser egoísta
Algo vai mudar?
Ou melhor 
Já mudou
Oficialmente livres,
Desamarrados,
Porém ainda conectados...


Por Mara Diniz

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Aconteceu

Em seis de dezembro dois mil dezoito tomei a decisão mais dolorida da minha vida. 
Chorei ouvindo Jau. 
Escrevi um texto para ele. 
Chorei novamente escutando Saulo,
lembrando do show inesquecível. 
Chorei mais uma vez escutando todas as músicas que me fizeram lembrar os momentos que vivemos. 
Ah, eu abri aquela tão temida caixa, revirei as fotografias, e mais lágrimas caíram.
Caiu também a minha ficha: ACABOU. 
E agora? 
Sei lá... 
Eu sei que a gente se amou tanto, mas tanto que a nossa ampulheta estourou. 
O tempo esgotou!
Agora vamos ali seguir a vida. 
Medo? Sinto! 
Receio? Também! 
Coragem? Tenho demais! 
Que venham as novas aventuras,
os novos amores,
a nova vida! 
Estou triste? 
Só agora.
O mundo é grande, 
Estou preparando as malas para conhecê-lo. 
E aquele pessoa que me espera há tanto tempo? 
Vamos abrir nova porta.
Tirando o antigo calçado que me fez alguns calos doloridos,
Melhor andar descalça por enquanto...



terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Pra você dar o nome

Deixa pra lá
Que de nada adianta esse papo de agora não dá
Que eu te quero é agora
E não posso nem vou te esperar
Que esse lance de um tempo nunca funcionou pra nós dois
Sempre que der
Mande um sinal de vida de onde estiver dessa vez
Qualquer coisa que faça eu pensar que você está bem
Ou deitada nos braços de um outro qualquer
Que é melhor
Do que sofrer
De saudade de mim como eu 'tô de você, pode crer
Que essa dor eu não quero pra ninguém no mundo
Imagina só pra você
Quero é te ver
Dando volta no mundo indo atrás de você, sabe o quê
Rezando pra um dia você se encontrar e perceber
Que o que falta em você sou eu, laia laia





Letra: 5 A Seco

domingo, 2 de dezembro de 2018

Parece que foi ontem...

Parece que foi ontem...

Parece que foi ontem que a gente discutia qual seria o seu nome. João? Lucas? Rodrigo? Pedro? Isso: Pedro Jamal. Ninguém curtiu muito o nome Jamal, porque rimava com a palavra mal, contudo mal sabíamos que Jamal nada tem a ver com tal rima, e tudo se tornou tão natural e normal, eis que nasce o nosso Pedro Jamal, trazendo o mais belo e sincero amor que o seu nome designa.

Parece que foi ontem que me ligaram dizendo: o Pedro Jamal nasceu. Enquanto eu estava na estrada, voltando de viagem, numa busca incessante por internet para ver a sua fotografia na tela do celular. 

Parece que foi ontem que a gente deitava ele na cama, e ficava nós quatro enamorando aquele lindo negrinho, tão pequenino que cabia num balde de água quentinha para acalmar da cólica. 

Parece que foi ontem que ele balbuciou suas primeiras palavras, aprendeu a dar os primeiros passinhos, e a pular a janela para entrar na minha casa. 

Parece que foi ontem o seu primeiro dia na escola, e todas nós quatros estávamos lá registrando o momento. 

Parece que foi ontem que ele descobriu o futebol e tornou a sua paixão. Agora é expert nos nome dos jogadores, times, dia de jogos e tudo mais um pouco que se possa imaginar. 

Parece que foi ontem que ele despertou a sua habilidade com a matemática e os números. Demonstrando uma facilidade incrível,  para sua idade, em somar e subtrair. 

Parece que foi ontem que ele trocava ontem por amanhã e vise-versa. 

Foi ontem que ele aprendeu a ler. 
Hoje é a sua primeira formatura, de muitas que virão. 

Eu estou aqui nostálgica com tudo que aconteceu ontem, cheia de gratidão, e com coração mergulhado de orgulho e felicidade por ter esse anjo na minha vida, chamado Pedro Jamal. 



Por Mara Diniz