Eu queria te falar tantas coisas,
o meu
silêncio é ensurdecedor.
Ecoa em cada pelo do meu corpo,
arrepiando dentro da
alma.
Profundo?
Talvez.
Eu não consigo ainda digerir algumas situações, tais como
te ver beijando uma, abraçando outra. Eu sei que poderia ter feito a mesma
coisa, poderia ter ficado até de costas, ou simplesmente ter fechado os meus olhos,
só que aí aquela lágrima saliente saltaria num pulo, e ali não era o momento.
É
doloroso ser rejeitada por você!
Sinto até vergonha por ainda te querer.
O
nosso tempo já passou há dois anos, ou seriam quase três? Você não passa de
dentro de mim. Esses sentimentos doloridos são exclusivamente
culpa minha! Você está certo em viver a sua vida, errada sou eu quem alimento
algo que não existe.
Ah, o Brasil ganhou novamente, e não foi na prorrogação.
E eu?
Eu estou aqui escrevendo essa carta para você, sabendo que jamais irei te entregar, e que você nunca irá ler.
Aí daqui uns anos eu olharei para essas
palavras ventiladas, perceberei o quanto a minha bagagem está sendo preenchida com
mais maturidade e sabedoria.
Por Mara Marques